Data:
10/06/2013
Veículo:
Revista O gosto
GOSTO DO VINHO, O
PARA BEBER NA FONTE Com algumas décadas de atraso, acaba de chegar às prateleiras uma tradução brasileira do livro O gosto do vinho (Editora WMF/Martins Fontes, São Paulo, 2010), obra referencial para iniciados ou não na apreciação de tintos e brancos. Data de 1980 a primeira edição desta obra, escrita por uma das lendas da enologia francesa, o professor Émile Peynaud, em colaboração com Jacques Blouin, seu amigo e discípulo. O mestre é aclamado em todo o mundo como o fundador da moderna enologia. Os estudos que por quase meio século desenvolveu na Universidade de Bordeaux permitiram avanços decisivos nesse campo. Autor de centenas de publicações e requisitado conferencista, ele foi um homem de hábitos modestos, avesso a pompas, sempre a pedalar sua bicicleta pelo Medoc, em meio aos vinhedos que tanto amava. O gosto do vinho é livro didático, idealizado para tornar a cultura da milenar bebida acessível ao apreciador comum. Os autores mostram que as adegas não escondem mistérios. São de fácil compreensão os princípios que regem a elaboração de um vinho. O foco principal está nas técnicas de degustação. Por exemplo: como identificar e nomear cheiros e sabores cuja complexidade põe na lona nossa capacidade de expressão. Muito se publicou sobre o assunto, mas nada como beber diretamente na fonte.
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Data:
10/06/2013
Veículo:
Correio Popular - Campinas
GOSTO DO VINHO, O
Caderno C - A arte da degustação / LANÇAMENTO / Obra pioneira sobre apreciação de vinhos ganha edição revista e atualizada João Nunes - Especial para o Correio Há 30 anos chegava ao mercado francês O Gosto do Vinho - O Grande Livro da Degustação, de Émile Peynaud (que morreu há quatro anos) e Jacques Blouin (Martins Fontes, 258 págs, R$ 125,00) que, como indica título e explicita o subtítulo, trata da degustação. Revista e atualizada, a obra retorna às livrarias num relançamento que faz questão de informar sobre a manutenção dos princípios básicos da edição original. Blouin escreveu no prefácio da quarta edição, em 2006, e cuja tradução chega ao Brasil, que a prática de degustação mudou muito desde 1980. ¿Dispomos de novos conhecimentos sobre fisiologia, de novas ferramentas e de novas técnicas¿. E completa: ¿(a degustação) permite conhecer melhor para compreender melhor, conhecer melhor para apreciar melhor¿. Com este propósito, o livro também nos levar a pensar que 30 anos atrás a difusão do vinho no Brasil era incipiente e havia poucos apreciadores. Hoje as adegas estão espalhadas por todos os lugares, as obras sobre o vinho enchem estantes de livraria e gostar da bebida há muito deixou de ser ato exótico de pessoas esnobes. O preconceito ¿ ainda um tanto vigente ¿ se dá porque a degustação é uma arte, como procura demonstrar o livro. E há ciência nele. ¿A degustação é ao mesmo tempo uma ciência e uma arte difíceis e o provador de vinho é um profissional¿, escrevem os autores. E eles deixam claras as diferenças entre o degustador profissional e o consumidor. O profissional, dizem, tem papel mais severo, porque tenta compreender e explicar, pois sua experiência permite aprofundar a apreciação muito mais que o amador. Visto assim, pode parecer um livro para especialistas, no entanto, sua leitura levanta questões bem práticas e responde a perguntas que todo apreciador de vinho costuma fazer. E, isso tudo, sem soar pedante. O Gosto do Vinho pode ser encarado como um curso de vinhos no que tem de específico (a degustação) e de abrangente, por abarcar todas as outras questões que envolvem a degustação, como as citadas informações científicas e históricas, além de relatar experiências técnicas como o processo de elaboração da bebida. Sem entrar muito nas questões técnicas, que interessará mais a quem estiver a fim de se aprofundar no tema, o livro levanta e exercita temas como a aferição da qualidade de um vinho, por exemplo. A explicação pode até parecer teórica demais, mas é simples: ¿A qualidade é resultado de um encontro entre o vinho, com suas características, e o consumidor, com suas preferências, sua cultura, seus condicionamentos do momento¿. Em suma, cada um define a qualidade a partir do conhecimento e experiência que tem com o próprio vinho. Ou questões aparentemente mais prosaicas como se é preciso abrir a garrafa com certa antecedência antes de tomar o vinho. O livro responde que não. Segundo ele, abrir a garrafa imediatamente antes de ir à mesa é a maneira mais inteligente. Ou seja, sem muitas frescuras à espera de decantação. Como se vê, o livro trata de questões técnicas e práticas. Mais adiante, os autores observam a, também, complexa combinação entre pratos e vinhos. ¿Uma certa concordância de aromas e gostos entre o sólido e o líquido é natural... Uma bebida rica em sabor não combina com a insipidez de um alimento muito neutro. Reciprocamente, uma bebida insípida acaba com o prazer de uma comida saborosa¿. Como se vê, novas recomendações bem práticas, no melhor estilo degustação ao alcance de todos. O que se pode deduzir é que os autores expunham em 1980 praticamente tudo o que se lê hoje a respeito do assunto ou se ouve nos inúmeros cursos espalhados pelo País. E, se houve avanços científicos para compreender melhor a bebida hoje, o que eles fazem agora é, exatamente, adaptar os conhecimentos aos novos tempos. Com conteúdo didático, necessário para conquistar novos degustadores, o livro também dispõe de bibliografia de bons autores, glossário (que nem precisa ser usado no dia-a-dia, mas serve como conhecimento), curiosidades sobre os tipos de degustação, e um capítulo inteiro dedicado aos sentidos. Citar um capítulo em especial entre muitos serve também para usar uma frase-síntese que pode servir para todo o livro: ¿Podemos apreciar Bach, Michelangelo ou Zidane sem conhecer solfejo, perspectiva ou as regras do futebol, mas teremos satisfações mais complexas e agradáveis se estudarmos esses mecanismos¿.
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Data:
10/06/2013
Veículo:
Livraria da Folha
GOSTO DO VINHO, O
Deguste vinho e não faça cara de entendido; mostre que sabe do assunto... de conhecimento popular que quanto mais antigo o vinho, melhor é seu sabor. Do mesmo modo, o livro "O Gosto do Vinho" segue este padrão de excelência. Lançado inicialmente em 1980, as informações colhidas por Jacques Blouin e Émile Peynaud são das mais interessantes e louváveis. Quando se falar de vinho ainda não era moda, os autores já viajavam por toda a história da mítica bebida. Desde a origem da palavra degustar - do latim degustatio, derivado de degustare -, até os brindes de hoje. Os sumérios de Gilgamesh, há cerca de 5.000 anos, diferenciavam claramente as cervejas populares da Mesopotâmia dos vinhos da elite provindos dos montes Zagros do Líbano (a oeste do Irã). Mais perto de nós, há 'apenas' 2.400 anos, Platão distinguia os principais sabores e as espécies de odores". Aristóteles proporá mecanismos sensoriais baseados nos quatro elementos antigos (ar, água, fogo e terra), depois aprofundados por Lucrécio (98-55 a.C.), mas que hoje parecem-nos bastante ultrapassados," conta Jacques Blouin. Com conceitos históricos bem definidos, a obra analisa as ações corpóreas do vinho no organismo e as sensações que desperta em todos os nossos sentidos. Leia trecho: Os quarenta sabores Tradicionalmente, pelo menos a partir de Platão, fala-se de quatro sabores elementares: doce, salgado, ácido e amargo. Em tempos muito antigos acrescentavam- se outras sensações e impressões mais hedônicas, como saboroso, doloroso. Há cerca de um século (Ikeda, 1911) acrescentou-se o sabor de umami e, mais recentemente (Faurion, 1980), o sabor alcaçuz e "gorduroso", claramente identificado nos camundongos, mas presente, sem dúvida, também no homem. Além dos quatro a sete sabores "verdadeiros", há simultaneamente diversas sensações chamadas de somestésicas (do latim soma, corpo, e aísthesis, sensação) percebidas pela pele, pelos músculos, pelas articulações: posição do corpo, temperatura, picante, rugosidade Reunindo os diferentes termos citados ao longo dos séculos, obtém-se uma lista de cerca de quarenta termos, entre os quais os sabores elementares usuais. O Gosto do Vinho Autores: Jacques Blouin e Émile Peynaud Editora: WMF Martins Fontes Páginas: 264 Quanto: 125 Onde comprar: Pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha
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