BUSCA
Clique aqui e visite...

Hotsites:
A VIDA SECRETA DAS
  ÁRVORES
LILI, A BRUXA
DRAGÕES
AS VANTAGENS DA
  ADVERSIDADE
O ESCAFANDRO E A
  BORBOLETA
PRÍNCIPE CASPIAN
TRATADO DE ATEOLOGIA
MACHADO DE ASSIS

Leia a introdução:
LOGICOMIX

ASSUNTOS
  • Arquitetura e urbanismo
  • Artes
  • Ciências sociais
  • Dicionários
  • Direito
  • Divulgação científica
  • Educação e psicologia
  • Filosofia
  • Gastronomia
  • Guias
  • História
  • Infantis e juvenis
  • Linguagem e comunicação
  • Literatura e teoria literária
  • Quadrinhos e humor
  • Religião, espiritualidade e ocultismo, auto-ajuda
  • Saúde e orientação familiar
  • Teatro

  • OUTRAS INFORMAÇÕES
  • Encontro de Literatura
         Infantil (Rio de Janeiro)
  • Lançamentos
  • Mais vendidos
  • Espaço do livreiro
  • Professor universitário
  • Fale conosco
  • Sala de Imprensa

  • NEWSLETTER
    Nome:
    E-mail:
     
    CADASTRO
  • Cadastro Completo
  • Atualizar Cadastro
  • Esqueci minha Senha
  •  

    PLATERO E EU

    Data: Maio/2010
    ISBN: 9788578273132
    Veículo: Revista Cult
     
    Matéria:
    A voz melodiosa do andaluz universal


    Platero e Eu, clássico de Juan Ramón Jiménez, reúne consciência estética, moral
    e social
    - Margareth dos Santos


    Juan Ramón Jiménez (1881-1958) ocupa um lugar central na conformação da
    lírica espanhola do século 20. O poeta, que se definia como o andaluz universal,
    encontra nesse achado conceitual a fórmula capaz de articular uma postura que
    revelava a tensão entre a identidade particular e as verdades objetivas do mundo.
    Ao definir-se como andaluz universal, o poeta equilibrou-se entre o permanente
    esforço do particular sem abandonar o universal, na ação de encontrar o universal
    graças à identidade.
    Sua capacidade de transitar entre diferentes repertórios estéticos foi
    decisiva para que se configurasse como um poeta singular na tradição moderna
    espanhola. E é dessa capacidade de trânsito entre diferentes propostas poéticas que
    surge PIatero e Eu, grande representante da relação entre o espaço natural e o da
    cultura.
    PIatero é concebido e escrito entre os anos de 1906 e 1912, período no
    qual o autor sofre sucessivas crises depressivas. Não por acaso Juan Ramón insere o
    subtítulo Elegia andaluza no livro. A elegia é uma modalidade poética que se
    caracteriza pelo canto à ausência de um ente querido; ao cantá-la, conjugam-se a
    ausência e a presença desse ser querido e seu entorno, um tempo pretérito que
    retorna na prosa poética e se faz presente aos olhos do leitor.



    Leitura abrangente


    É necessário dizer que o autor nunca denominou essa obra como um livro
    exclusivamente para crianças; não obstante, advertiu para essa via de leitura. Para
    o poeta, Platero e Eu não tinha um destinatário concreto e preciso ("Este livro, em
    que a alegria e a dor são gêmeas, como as orelhas de Platero, foi escrito para ...
    não sei para quem!... para quem nós poetas líricos escrevemos ... Já que é para
    crianças. Não lhe tiro nem ponho uma vírgula. Ótimo!"). Esse é um dos motivos que
    tornam a obra tão abrangente, podendo ser lida por adultos e crianças sob distintas
    óticas, mas com igual intensidade, cada qual a seu modo.
    Ao longo de seus 138 capítulos (a tradução aqui comentada não recolhe os
    três apêndices que surgirão mais tarde), Platero e Eu reúne consciência estética,
    moral e social, além de uma pitada generosa de simpatia do autor, que a tradução
    consegue configurar em sua extensão.
    Em seu percurso, o livro oferece um leque de possibilidades de leitura,
    das quais destacamos duas: pode ser lido tanto como uma obra única, em uma
    sequência de aventuras do burrinho Platero e do "eu" que nos conta sua história,
    como uma sequência de contos hermosos e singulares, em que as andanças do poeta e
    seu burrinho descortinam a beleza da paisagem andaluza e de seus habitantes, suas
    dores e suas alegrias. Encerrada em um ciclo natural, a narração vai de uma
    primavera a outra, revelando a beleza de cada estação, bem como distintas maneiras
    de encarar a natureza local. Associação, emoção e evocação conformam o tripé da
    realidade que se dilata aos sentidos do leitor.
    A presente edição reúne e amplia todos esses elementos em distintos
    níveis. Oferece-nos ilustrações tão cromáticas quanto a obra de Juan Ramón; expõe-
    nos uma verdadeira dança de cores em verbo e imagens, configurando uma
    impressionante união entre a palavra melódica e a imagem naïf (sem ser
    infantilizada). Revela-nos a prosa poética como uma forma condensada da linguagem,
    o que converte a tarefa da tradução em uma busca pelo sentido, pelo tom, cores e
    musicalidade embalados por uma escritura capaz de conjugar a fluidez da prosa com a
    função poética.



    Tradução artesanal


    A edição bilíngue garante o respeito ao leitor, que em uma leitura
    comparativa pode observar e reconhecer a tarefa de titãs de devolver na mesma moeda
    o conhecimento e a sensibilidade do autor. Trata-se de uma tradução artesanal, em
    todos os sentidos positivos que essa palavra compreende.
    O esforço da prática tradutória vai muito além de termos técnicos, para
    descansar no regaço da perspicácia estilística, capaz de penetrar com acuidade no
    texto de origem. Fina alquimia de palavras, exercício de busca por uma sinonímia
    adequada, alcançadas pela perseguição da musicalidade a favor da beleza traduzida
    em forma de prosa poética. Destreza para poucos.
    Há, ao longo do livro, pequenos deslizes, como a tradução equivocada de
    uma palavra, a supressão de uma frase inteira (capítulos XLV e XLIX) e a
    inconstância na tradução das citações em inglês, italiano e francês. Tudo de fácil
    solução e que não diminui o trabalho.
    Em suas escolhas, a tradução mostra-se como um equilíbrio na corda bamba,
    que se sustenta entre o bom senso e a sensibilidade. Manter esse equilíbrio requer
    eleições e uma delas se configura na opção por não traduzir a fala dos diálogos em
    sua tentativa de emular a dicção andaluza. Escolha difícil que pende para a
    compreensão da fala, ainda que prive o leitor de elementos fortemente
    caracterizadores da cadência poética juan-ramoniana. Os trejeitos léxicos do
    andaluz, que servem para modelar de forma estilística o texto, são tratados como
    elementos de intradutibilidade e, aqui, o texto perde sua melodia. Mas trata-se de
    uma escolha e, como tal, deve ser respeitada.
    O livro, em seu conjunto, evidencia um fino exercício de dissecação de
    palavras e imagens. Texto complexo, sem ser complicado.



    Platero e Eu
    Juan Ramón Jiménez
    Trad.: Monica Stahel
    WMF Martins Fontes
    296 págs. – R$ 48

     

     

    PRÓXIMOS LANÇAMENTOS
     
    Introdução à análise do direito
    Carlos Santiago Nino
     
    Libertação animal
    Peter Singer
     
    Nova criminologia e os crimes do colarinho branco
    Ryanna Pala Veras
     
    O que é uma criança
    Beatrice Alemagna
     
    O Quilombo dos Palmares
    Edison Carneiro
     
    Pau-Brasil - col. "Um pé de quê?"
    Regina Casé e Estevão Ciavatta
     
    Tempo e narrativa vol. 1
    Paul Ricoeur
     
    Tempo e narrativa vol. 2
    Paul Ricoeur
     
    Tempo e narrativa vol. 3
    Paul Ricoeur
     
    Vocabulário de Aristóteles
    Pierre Pellegrin
     
    Vocabulário de Descartes
    Frédéric de Buzon e Denis Kambouchner
     
    Vocabulário de Merleau-Ponty
    Pascal Dupond
     
     
    SAIU NA MÍDIA

    Data: 05/09/2010
    ISBN: 9788578273057
    Veículo: Livraria da Folha
    Matéria:

    Em 12 sessões, livro apresenta como funciona tratamento de caso clínico...


    Data: 18/08/2010
    ISBN: 9788578272784
    Veículo: Revista Isto é
    Matéria:
    A vida em Quadrinhos
    Filósofos, escritores, celebridades e ídolos da m...


    Data: 21/08/2010
    ISBN: 9788578272067
    Veículo: Livraria da Folha
    Matéria:
    Deguste vinho e não faça cara de entendido; mostre que sabe do assunto......